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Formou e não tem emprego? Nem tudo é culpa da crise.

Veja porque tantas profissões não encontram ofertas de emprego no Brasil e o que fazer para superar esta fase.

Milhares de novas universidades foram criadas no Brasil nos últimos anos. E 85% delas são privadas. Porém, apenas uma minoria que se forma atualmente trabalha na sua área de estudo.

Um fato bastante alarmante para culpar apenas a crise. A verdade é que existem muitas razões.

Cultura da Desiguldade

A necessidade de ascensão social, muito característica dos países latino – americanos onde há tanta desigualdade, nos leva a buscar títulos que nos dêem notoriedade e respeito. Que nos leva ao ponto mais alto da pirâmide. E o título universitário se tornou o objetivo principal dessa escalada.

Escutamos com frequência que quem tem título virou doutô. Que é o orgulho da família e até que tem direito a cela especial na prisão. Pior, crescemos acreditando que sem uma universidade, não temos uma verdadeira profissão.

Esquecemos, no entanto, que a base de qualquer economia é formada por uma mão de obra técnica, sem necessidade alguma de uma carreira universitária. Indústria, agricultura, comércio e serviços empregam a grande maioria da mão de obra no país. Uma mão de obra que estaria melhor preparada se tivesse uma formação técnica específica no seu campo de trabalho.

 

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Com isso, não queremos dizer que a formação universitária não seja importante. Ela te dá conhecimentos essenciais para o desenvolvimento da ciência e do ser humano, muito além da prática profissional. Mas não te garante o emprego.

Muitas universidades, poucas vagas

Outro fator crucial para este aumento de desemprego e subemprego entre os graduados foi a avalanche de novas universidade particulares. Um crescimento descontrolado, colocando no mercado de trabalho uma quantidade exagerada de novos profissionais, em áreas onde as ofertas de emprego são escassas ou quase inexistentes.

Um bom exemplo é o curso de administração, que hoje representa 30% de todas as vagas universitárias no país. Porém, a maioria dos formandos acaba mudando de área ou trabalhando como auxiliar administrativo, que não exige formação superior.

Esse excesso de profissionais no mercado de trabalho ainda provoca um outro efeito negativo, o barateamento exagerado dos salários. Com a substituição de um profissional por dois estagiários, por exemplo.

E tem solução?

Infelizmente, o Brasil precisará de um outro boom econômico para absorver todos estes profissionais criados nas últimas duas décadas. Mas enquanto os bons tempos não voltam, é preciso se preparar e seguir adiante.

Um bom modo de se diferenciar no meio de tantos profissionais é buscar uma especialização em setores novos ou menos afetados pela crise. Ou ainda buscar empresas que trabalhem para outros mercados, em outros países e continentes. Nesse caso, aprender novos idiomas pode fazer toda a diferença entre estar ou não estar empregado. Dê prioridade ao inglês, espanhol, francês e chinês, idiomas mais requisitados atualmente.

Trabalhar em cargos de formação técnica, em empresas grandes, que ofereçam um plano de carreira, também pode ser uma boa estratégia. Mas você terá que lutar lá dentro para crescer e ser reconhecido pela sua formação acadêmica.

Se você ainda não iniciou a universidade e está avaliando onde é melhor investir seu tempo e dinheiro, pense bem. Avalie os cursos superiores e técnicos da sua região, principalmente os cursos do sebrae. Pesquise o que as ofertas de emprego estão pedindo. E então decida o que for melhor para você.

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